CONHEÇA MAIS SOBRE O PROJETO:
SÍNTESE
Aprovado no edital da PNAB/Secult-Goiás (Audiovisual/Cineclubes, , este projeto visa fortalecer e expandir as atividades do já consolidado Cinedebate da A Casa de Vidro, realizando a curadoria cuidadosa da produção cinematográfica, sobretudo nacional, que seja relevante para o público e esteja inacessível em salas de cinema comerciais, a serem exibidos e debatidos em um ciclo de cineclubismo perfazendo 10 meses e 20 sessões, em que estarão presentes, quando oportuno e possível, os realizadores das obras e equipe técnica. Além disto, todos os cinedebates serão filmados e terão o áudio gravado para disponibilização na Web em formatos de podcasts e videocasts. Entrada sempre
gratuita.
OBJETIVOS
O Cineclube de A Casa de Vidro tem como objetivo fortalecer o cenário cultural goianiense através da produção de mostras de cinema temáticas e sessões de cinema focadas na produção audiovisual goiana, com a participação de membros das equipes de produção, ampliando o acesso ao conhecimento fílmico e a discussão pormenorizada e robusta do fazer cinematográfico.
Ademais, busca-se também a democratização do acesso à cultura cinéfila e a diversidade na curadoria das produções. O direito à cultura é, além de um direito humano, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, um direito constitucional. Nesse sentido, o cineclube objetiva atuar de forma a garantir que a cultura seja acessada por todos e todas, fora do modelo mercadológico que rege grande parte das salas de cinemas locais.
Além disso, o cineclube é um espaço de diálogos e de experiências coletivas de grande valor para a formação do público e para a socialização da experiência com as obras cinematográficas, já que possibilita e incentiva o diálogo após as sessões.
Um dos objetivos centrais deste projeto é dar destaque para produções cinematográficas independentes, regionais e cujos temas possam desencadear diálogos de relevância social, política e cultural.
O Cineclube será realizado na Casa de Vidro Ponto de Cultura, que está localizada na Av. New York, qd98 lote 29, Jd. Novo Mundo, Goiânia. Ele será organizado em forma de mostras de cinema temáticas de duração mensal – a cada mês serão selecionados 4 filmes, com a exibição de um filme a cada 15 dias – e também sessões especiais onde exibiremos e debateremos a produção de realizadores brasileiros de curtas e longas-metragens.
A duração total prevista é de 10 meses, totalizando 20 sessões, sendo estas divididas em 4 mostras temáticas (perfazendo um total de 16 filmes) e 4 eventos com realizadores brasileiros. Todas elas incluindo projeção da obra em telão e com áudio profissional, seguida por debate filmado em que os coordenadores de diálogos deste projeto incentivarão as trocas de ideias e impressões com o público presente e com os realizadores (quando for o caso).
O projeto será realizado pela equipe d’A Casa de Vidro composta por Eduardo Carli de Moraes, Gabriela Callegaris e Renato Costa, com a colaboração dos(as) agentes culturais convidados(as) Marcus Vinicius Diniz, Alessandra Gama e Beatriz Ohana, contemplando todas as etapas de organização dos eventos, desde curadoria e elaboração de material gráfico para divulgação até a exibição dos filmes e mediação dos debates.
JUSTIFICATIVA
O Cineclube de A Casa de Vidro, já consolidado em Goiânia, em atividades no setor desde 2019, age de forma a ampliar o acesso às obras cinematográficas que, em geral, não fazem parte do circuito comercial tradicional na cidade de Goiânia. São obras de grande relevância política, social e cultural mas que acabam sendo pouco acessadas pela população em geral. É importante também ressaltar que grande parte dessas produções são nacionais, grandes obras da indústria cinematográfica brasileira que permanecem pouco acessíveis.
Segundo dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais, 42,5% da população brasileira vive em municípios sem salas de cinema e mesmo aquelas que têm acesso a esses equipamentos culturais, apenas 3% da produção nacional é exibida nessas salas, segundo o Mercado da Exibição. A Constituição Federal brasileira, além de indicar o acesso à cultura como um direito, dá destaque para o acesso à cultura nacional. Nesse sentido, o cineclube atua como um espaço fundamental para assegurar esse direito constitucional, além de proporcionar a formação de um senso crítico sobre produções cinematográficas a partir do espaço que se abre para o diálogo e o debate. O cineclube é um espaço de pluralidade de obras de extrema relevância para a formação do público, do senso crítico e para a democratização do acesso às produções independentes nacionais e internacionais.
A Casa de Vidro propõe um cineclube que, para além de proporcionar ao público a fruição do filme e um debate robusto após a projeção, também gera conteúdos para a Web na forma de vídeos e podcasts, de modo que mesmo aqueles que não puderam estar presencialmente na sessão podem posteriormente acessar discussões relevantes sobre as produções audiovisuais em foco. Como plenamente documentado no histórico do proponente e links anexos, A Casa de Vidro já vem criando conteúdo e o publicando em seu site e redes sociais há muitos anos, e o aporte de recursos públicos será fundamental para a expansão e maior profissionalização desta atividade.
Destacamos ainda que este Cineclube só exibirá filmes de relevância sócio-cultural, em parceria com plataformas como Taturana (de que somos embaixadores) e Videocamp, nas quais os cineastas disponibilizam os filmes para projeção pública oficial, sem a necessidade de pagamento de
licenciamentos ou direitos autorais. Além disso, os realizadores que exibirão e debaterão seus filmes terão remuneração como ajuda de custo em prol de sua participação.
ACESSIBILIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO
Para garantir a acessibilidade e democratização durante a realização do cineclube A Casa de Vidro, serão adotadas diversas ações, conforme as exigências legais.
Acessibilidade Arquitetônica
O cineclube será sediado no ponto de cultura A Casa de Vidro, localizado na Primeira Avenida, no Setor Leste Universitário. O espaço conta com um amplo espaço externo com terreno de fácil mobilidade e propício para adaptações a pessoas idosas e com deficiência.
Acessibilidade Comunicacional
Também será dada atenção especial à divulgação do projeto, utilizando materiais informativos acessíveis com opções em fontes ampliadas. Em postagens online, utilizará a abordagem #ParaTodosVer acompanhada com a descrição do conteúdo visual da imagem de forma clara e objetiva para
essoas cegas ou de baixa visão. Os vídeos promocionais do cineclube constaram com legenda.
Acessibilidade Metodológica
Será realizada uma oficina de capacitação de acessibilidade atitudinal para a equipe sobre práticas de acessibilidade e inclusão com uma oficineira especializada em acessibilidade para audiovisual, e a elaboração e distribuição digital de materiais informativos sobre práticas inclusivas no audiovisual e
cineclubismo para a equipe e frequentadores do cineclubes.
Acessibilidade nas Exibições
As exibições do cineclube contarão com legendas em língua portuguesa para assegurar a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva e também para atender a públicos que preferem assistir aos filmes com legendas, como falantes não nativos de português.
CONTRAPARTIDA
Como parte das contrapartidas do cineclube, serão realizadas ações que visam democratizar o conhecimento audiovisual e o acesso ao cinema, além de fomentar discussões sobre temáticas abordadas nas respectivas curadorias.
A primeira ação consiste na exibição de curta-metragens goianos em uma instituição de ensino básico pública na periferia da região metropolitana de Goiânia a ser definida. Essa exibição cineclubista para adolescentes tem como objetivo fomentar o diálogo sobre a realidade da indústria de cinema em
Goiás e apresentar a diferença entre o cinema comercial e o cinema independente goiano.
A segunda ação consiste em ofertar a realização de um laboratório de desenvolvimento de documentários para pessoas em formação na área do cinema e audiovisual que desejam avançar no desenvolvimento de um projeto documental criativo. Serão oferecidas ferramentas para a criação de um projeto documental em suas três dimensões — processual-emotiva, narrativa e estético-formal – em 3 encontros em formato online.
A terceira ação consiste em ofertar a realização de uma exibição de curta-metragens ativistas brasileiros e uma roda de conversa sobre o cinema ativista em uma ocupação a ser definida na região metropolitana de Goiânia. Essa atividade tem como objetivo fomentar o debate sobre o documentarismo de guerrilha e de resistência para moradores das ocupações marginalizadas na capital goiana.
MAIS INFO EM BREVE
Publicado em: 03/04/25
De autoria: Eduardo Carli de Moraes
A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia